Como é o ambiente sonoro do seu bebê?
Quando visito berçários para assessoria fonoaudiológica, costumo encontrar ambientes com muita competição sonora. Geralmente, uma TV fica ligada com um video "educativo" e clipes de canções infantis são usados com o objetivo de distrair os bebês. Sabe por que isso não é legal?
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A linguagem se desenvolve durante a troca comunicativa com o cuidador enquanto o bebê faz a experimentação concreta.
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É necessário a participação ativa do bebê, com atenção "olhos nos olhos" com o cuidador que nomeia as ações da situação (trocar, banhar, alimentar) e dá voz às sensações e intenções bebê e, como um espelho, fala:
"Ummm que papá gostoso!" ou "Que frio!"ou ainda "Não quero mais!
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Além de sequestrar a atenção da situação comunicativa real e contextualizada, o som dos aparelhos compete com a voz humana, numa idade em que o processamento auditivo central do bebê não maturou a ponto de poder selecionar o estímulo de linguagem que vem do cuidador.
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Que tal deixar as músicas calmas para a hora do soninho e as músicas infantis para atividades de cantar, fazer gestos ou explorar os instrumentos?
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Consulte um fonoaudiólogo para saber como explorar os brinquedos, adequar seu ambiente e o nível da linguagem das canções, histórias e do professor, sempre com o objetivo de favorecer o desenvolvimento da fala e a linguagem.
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Maria José Lopes de Andrade é Psicanalista com especialização pela Faculdade Novo Oeste e especialização pela Faculdade Metropolitana (cursando) É fonoaudióloga graduada e com especialização em Distúrbios da Comunicação Humana na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), com aprimoramento em Audiologia Clínica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, em Otoneurologia pelo H do Servidor Municipal e no Sistema Verbotonal de reabilitação da audição e da fala.
Atua em Santo André desde 1986 na área clínica — diagnóstico e intervenção.